Uma das formas mais eficazes de aprendizagem é através da observação. Um exemplo clássico disso é aprender a amarrar os sapatos. As crianças primeiro observam alguém realizando a ação. Depois, através da tentativa e erro, imitam os movimentos até conseguirem sozinhos.
Assim como os alunos aprendem procedimentos manuais por observação, eles também podem aprender comportamentos por observação. E assim como para os alunos, isso também é verdade para os professores. Nós humanos, quando em grupos, tendemos a exibir comportamentos cada vez mais similares, um imitando o outro, criando uma cultura única.
Falamos há algumas semanas como uma prática cuidadosa e persistente ajuda a tornar ações em hábitos, contribuindo para o estabelecimento de uma comunidade engajada e produtiva. Assim como os professores podem exercer uma influência nos comportamentos dos colegas, você, como coordenador, também contribui para a construção desse comportamento coletivo.
Por isso, é necessário ser extremamente cuidadoso e consciente com a maneira com que se age perto dos professores. A interação coordenador/professor é regida pelo fluxo de mensagens trocadas entre ambos e pode influenciar como os professores se comportam.
Nesse cenário o coordenador é colocado na posição espelho de suas ações e comportamentos, que são refletidos pelos professores.
Se você se coloca como investigador e proativo, os professores provavelmente estarão mais inclinados a se comportar da mesma forma. Mas, se em seguida você não abre espaço para a proatividade dos professores, além de ser incoerente com o comportamento investigativo, a empatia não é colocada em prática. Dessa forma o fluxo de mensagens positivas é quebrado, e a relação de vínculo com os professores é prejudicada.
Falamos antes sobre a construção da excelência consistente e como é necessário haver intencionalidade em construir essa cultura. Para isso, precisamos de uma representação intencional dos comportamentos que queremos desenvolver com os professores.
Boa prática!