Oi, Professor! Você já parou para pensar nos reais motivos de determinado comportamento de uma turma? Você sabe qual a origem desses comportamentos?
Uma das formas mais eficazes de aprendizagem é através da observação. Um exemplo clássico disso é aprender a amarrar os sapatos. As crianças primeiro observam alguém realizando a ação. Depois, através da tentativa e erro, imitam os movimentos até conseguirem sozinhos.
Assim como os alunos aprendem procedimentos manuais por observação, elas também podem aprender comportamentos por observação. Tenho certeza de que você já viu uma criança pequena falando algo que, sem dúvida alguma, saiu da boca de um adulto. Em alguns momentos, isso pode ser engraçado, mas às vezes pode nos colocar em uma saia justa!
Por isso, é necessário ser extremamente cuidadoso e consciente com a maneira com que se age perto dos alunos. A interação professor/aluno é regida pelo fluxo de mensagens trocadas entre ambos e pode influenciar como os alunos se comportam.
Nesse cenário o professor é colocado na posição espelho de suas ações e comportamentos, que são refletidos pelos alunos.
Essas ações, quando positivas, fazem com que a criança identifique em seu professor características e valores que aproximam a relação entre eles, tornando o processo de aprendizagem mais tranquilo e agradável. Por outro lado, quando negativas, pode criar situações indesejadas na sala de aula, como indisciplina e falta de engajamento.
Se você se coloca como curioso e investigador, a sala tende a se comportar da mesma forma, agora se em seguida os questionamentos da turma são podados, além de ser incoerente com o comportamento investigativo, a empatia não é colocada em prática. Dessa forma o fluxo de mensagens positivas é quebrado, e a relação de vínculo entre aluno e professor é prejudicada.
Para garantir que estamos passando a mensagem desejada precisamos de uma representação intencional dos comportamentos que queremos desenvolver com os alunos.
Boa prática!